Toda via é sem saída
todavia, sempre há portas
que ficarão entreabertas
descerradas nos dedos do poeta.
Todo animal tem seu homem
tem sua fome e seu "ânimus"
toda a fadiga que o consome
e todo dia há de ser lobo ou homem...
devorador de si
devorador das sedes
do sangue das gentes.
E só se redime nas almas que sentem
a sua agonia escrita, a vida corrente aflita
descrita nos poucos poemas que não mentem.
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