qual é o tempo que me resta
neste mundo
e quão profundo eu ainda vou
ir além de mim?
terei dias, terei tempo para
os meus poemas
e para os dilemas restantes,
que farei?
não sei se o meu tempo basta
ou é tão pouco
não sei se este grito rouco
que silenciei me denuncia.
por isso levo esta cara de
sorriso fácil por fora
e vou-me embora, talvez
assim, disfarçando-me.
mas por dentro vou levando
esta voz que silencia
vou matando o que faltou,
resumindo-me.
o que ficará serão uns poucos
desencantos
quem sabe uns poemas em algum
canto com letras acesas
que morrerão comigo, sentados
nesta mesma mesa.
(Vanne)
Um comentário:
Falaste bem das "máscaras".
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